Dou início ao julgamento. Réu pretenso, trato de listar minhas faltas. Sei da dificuldade da acusação, ar inocente que tão convicto carrego, toda uma vida de inevitáveis escolhas deste nobre caráter ante a leviandade do mundo. De um interminável e reincidente crime, me acostumei a lhe atribuir a falta: de amor. Chego, a essa altura da vida, no exílio ainda de toda culpa. Mas agora me juntam todos os suspeitos e, se puder reconhecê-los em meu peito, talvez tenhamos uma confissão. E então uma pena. Por fim, a liberdade...



  • "Confesse."
  • "Você tem meu testemunho?"
  • "Diga então suas últimas palavras..."